
1 a 2 anos
A criança, nessa faixa etária, prende-se ao movimento, ao tom
de voz, e não ao conteúdo do que é contado. Ela presta atenção ao
movimento de fantoches e a objetos que conversam com ela. As histórias
devem ser rápidas e curtas. O ideal é inventá-las na hora. Os livros de
pano, madeira e plástico, também prendem a atenção. Devem ter, somente,
uma gravura em cada página, mostrando coisas simples e atrativas
visualmente. Nesta fase, há uma grande necessidade de pegar a história,
segurar o fantoche, agarrar o livro, etc..
2 a 3 anos
Nessa fase, as histórias ainda devem ser rápidas, com pouco
texto de um enredo simples e vivo, poucos personagens, aproximando-se,
ao máximo, das vivências da criança. Devem ser contadas com muito ritmo e
entonação. Tem grande interesse por histórias de bichinhos, brinquedos e
seres da natureza humanizados. Identifica-se, facilmente, com todos
eles. Prendem-se a gravuras grandes e com poucos detalhes. Os fantoches
continuam sendo o material mais adequado. A música exerce um grande
fascínio sobre ela. A criança acredita que tudo ao seu redor tem vida e
vivência, por isso, a história transforma-se em algo real, como se
estivesse acontecendo mesmo.
3 a 6 anos
Os livros adequados a essa fase devem propor "vivências
radicadas" no cotidiano familiar da criança e apresentar determinadas
características estilísticas.
Predomínio absoluto da imagem, (gravuras, ilustrações,
desenhos, etc.), sem texto escrito, ou com textos brevíssimos, que podem
ser lidos, ou dramatizados pelo adulto, a fim de que a criança perceba a
inter-relação existente entre o "mundo real", que a cerca, e o "mundo
da palavra", que nomeia o real. É a nomeação das coisas que leva a
criança a um convívio inteligente, afetivo e profundo com a realidade
circundante.
As imagens devem sugerir uma situação que seja significativa para a criança, ou que lhe seja, de alguma forma, atraente.
A graça, o humor, um certo clima de expectativa, ou mistério são fatores essenciais nos livros para o pré-leitor.
As crianças, nessa fase, gostam de ouvir a história várias vezes. É a fase de "conte outra vez".
Histórias com dobraduras simples, que a criança possa
acompanhar, também exercem grande fascínio. Outro recurso é a
transformação do contador de histórias com roupas e objetos
característicos. A criança acredita, realmente, que o contador de
histórias se transformou no personagem ao colocar uma máscara, chapéu,
capa, etc..
Podemos enriquecer a base de experiências da criança,
variando o material que lhe é oferecido. Materiais como massa de modelar
e argila atraem a criança para novas experimentações. Por exemplo, a
história do "Bonequinho Doce" sugere a confecção de um bonequinho de
massa, e a história da "Galinha Ruiva" pode sugerir amassar e assar um
pão.
Assim como as histórias infantis, os contos de fadas têm um
determinado momento para serem introduzidos no desenvolvimento da
criança, variando de acordo com o grau de complexidade de cada história.
Os contos de fadas, tais como: "O Lobo e os Sete Cabritinhos", "Os
Três Porquinhos", "Cachinhos de Ouro", "A Galinha Ruiva" e
"
O Patinho Feio" apresentam uma
estrutura bastante simples e têm poucos personagens, sendo adequados
à crianças entre 3 e 4 anos. Enquanto, "Chapeuzinho Vermelho", "O
Soldadinho de Chumbo" (conto de
Andersen), "Pedro e o
Lobo", "João e Maria", "Mindinha" e o "Pequeno Polegar" são
adequados a crianças entre 4 e 6 anos.
6 anos a 6 anos e 11 meses
Os contos de fadas citados na fase anterior ainda exercem fascínio
nessa fase. "
Branca de Neve e os Sete
Anões", "Cinderela", "A Bela Adormecida", "João e o Pé de
Feijão", "Pinóquio" e "
O Gato de
Botas" podem ser contadas com poucos detalhes.
http://www.graudez.com.br/litinf/livros.htm
imagens retiradas na internet.